Três documentários fantásticos para assistir na Netflix

Domingo chegou e ainda estou aqui curtindo o merecido descanso para iniciar a semana mergulhando no universo do cinema. Vou fazer o curso do Pablo Villaça, uhulll.

Nesse clima de filmes pensei em documentários super legais que assisti na Netflix e que são praticamente aulas de produção e direção de documentários.

Mas se você só quer uma boa história, vale também!

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Hollywood: o mundo não quer apenas diversão pipoca

Cresce o espaço para falar sobre minorias na indústria cinematográfica e não estou falando de filme cult

Você já deve ter escutado a famosa frase “a arte imita a vida”. E imita mesmo. É justamente o que alguns diretores de cinema estão fazendo, acrescentando debates relevantes às suas obras. Aí você me pergunta, mas isso não seria uma pegada normalmente adotada por um cinema mais conhecido como cult?

– Não. E digo mais, os temas voltados para questões sociais estão cada vez mais presentes em Hollywood.

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O tempo e a brevidade da vida

Não há saída, o tempo é inexorável

https://heroisdapos.com/

Por mais que nos esforcemos em planejar, controlar ou administrá-lo, uma hora ele vai passar. Na verdade, toda hora ele vai passar. Está passando agora, como um avalanche. Ele é imbatível, nada pode detê-lo.

Para mim, o tempo é um conceito tão metafísico quanto deus. Alguns crêem, outros não. É sério, tem gente que não acredita no tempo. Em Deus, tem mais. É bem verdade que o tempo andou fazendo mais fiéis do que Deus.

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Adeus “Boechato”

“Ih já são 7h30, tá na hora do Boechato!”. Era minha frase de todas as manhãs. Como eu gostava de ouvir esse chatinho

Eu te chamava assim “Boechato”, de forma muito carinhosa. Mesmo com todo esse carinho, eu te achava mesmo beeeem chato, mas já estava acostumada. Afinal, era você no meu ouvido todas as manhãs informando e se tornando um amigo íntimo e querido. Foram mais de dez anos de relacionamento.

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Mulheres na cabine!

Apenas 5% dos pilotos de aeronaves comerciais em todo o mundo são mulheres, segundo a sociedade internacional de mulheres pilotas

Mês passado fui a Porto Alegre comemorar o aniversário de uma amiga. Ao entrar no avião, dei aquela espiadinha na cabine de comando. Sempre faço isso. Tenho a impressão de que a cabine é um lugar misterioso de acesso restrito aos seres do além rs… Ao mirar meu olhar por entre a porta fininha que separava o comando da aeronave de nós, vi uma mulher de costas vestida como os pilotos “seria ela uma pilota?”, pensei. Naquela hora, minha discrição de bisbilhoteira acabou. Gritei alto “mulheres na cabine!”. Ela se virou para mim e sorriu com aquela expressão gostosa de quem comemora junto.

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Assunto de família

O filme já levou o prêmio Palma de Ouro no Festival internacional de Cannes e está a caminho do Oscar.

Estreia hoje nos cinemas de todo Brasil o filme Assunto de Família. O filme traz a história de uma família de vigaristas que usam o furto como uma segunda fonte de renda. Sim, os ladrões trabalham. São operários dos meios de produção e isso me levou a refletir sobre as críticas que Marx fazia ao capital.

O diretor Hirokazu Kore-eda nos entrega uma obra completa em termos de narrativa, complexidade e sensibilidade. Abaixo meus comentários sobre essa belíssima obra de arte:

Mestrado: a semente germinou

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Karla Nayra*

Sempre foi um sonho para mim fazer uma pesquisa de mestrado. Para algumas pessoas pode até ser o caminho natural da vida acadêmica, mas para mim foi mais que um caminho óbvio. Foi um sonho.

Quando criança, lembro-me de observar meu pai, professor, debruçado sobre seus livros durante várias madrugadas. Sua dedicação e concentração eram imbatíveis. Ele trabalhava como policial durante o dia e dava aulas para o ensino médio em uma escola pública do subúrbio aqui de Brasília à noite. Dois empregos, cinco filhos e uma gana admirável de vencer na vida. Meu exemplo (não chora, pai).

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Aonde foi parar a história do negro no Brasil?

“A história do Brasil é uma história escrita por mãos brancas” Beatriz Nascimento (1942-1995)Cópia de 500px × 200px – Design sem nome (1).png

O ambiente não poderia ser mais repressivo. Entre 1964 e 1985, o regime militar deixou sua marca sangrenta no Brasil. Havia ditadura, racismo, machismo e outras injustiças acontecendo em nosso país. Apesar de controverso, este era o cenário perfeito para que uma jovem mulher, negra, acadêmica e intelectual explorasse suas ideias contrárias às repressões de seu tempo (e do nosso ainda hoje).

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