Mulheres na cabine!

Apenas 5% dos pilotos de aeronaves comerciais em todo o mundo são mulheres, segundo a sociedade internacional de mulheres pilotas

Mês passado fui a Porto Alegre comemorar o aniversário de uma amiga. Ao entrar no avião, dei aquela espiadinha na cabine de comando. Sempre faço isso. Tenho a impressão de que a cabine é um lugar misterioso de acesso restrito aos seres do além rs… Ao mirar meu olhar por entre a porta fininha que separava o comando da aeronave de nós, vi uma mulher de costas vestida como os pilotos “seria ela uma pilota?”, pensei. Naquela hora, minha discrição de bisbilhoteira acabou. Gritei alto “mulheres na cabine!”. Ela se virou para mim e sorriu com aquela expressão gostosa de quem comemora junto.

Caminhei até o meu assento e sentei feliz, com a sensação de que o timão havia metido um golaço e vencido a partida. Mas vencer a partida não é vencer o campeonato e nesse jogo as mulheres ainda têm um longo caminho a percorrer. De acordo com a Sociedade Internacional de Mulheres Pilotas (ISWAP, sigla em inglês), apenas 5% e todos os pilotos do mundo são mulheres. minha pergunta aqui é: por que isso ocorre?

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Esse costume xereta me deu a oportunidade de perceber que a esmagadora maioria dos pilotos de aeronaves comerciais são homens. Essa percepção foi comprovada por esses dados disponíveis na página da Sociedade Internacional de Mulheres Pilotas.

Pesquisando um pouco mais sobre o tema, descobri que a demanda por pilotos está crescendo. A estimativa é que o número de passageiros cresça em 6% neste ano de 2019. Isso representa cerca de 4.5 milhões de acordo com a Associação Internacional de Transportes Aéreo (IATA). Isso significa que alta demanda por pilotos é iminente e parte dessas vagas serão ocupadas por mulheres.

O céu é o limite

Diante desses números, muitas empresas aéreas já se deram conta que precisarão adotar medidas para tornar a profissão mais atrativa, especialmente para mulheres que são minoria. Os custos para a formação de pilotos são extremamente caros e alguns companhias já preveem o custeio de parte do custo com a adoção de bolsas para mulheres.

Minha pesquisa empírica e bisbilhoteira continuará. Espero poder perceber que esse debate sobre a presença de mais mulheres no comanda de aeronaves se torne cada vez mais concreto e comum.

O fato de mulheres estarem nas cabines não pode ser uma surpresa. Na verdade, seria bem legal ver as mulheres ocupando esses espaços com mais freqüência até que se torne algo bem prosaico.

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